segunda-feira, 20 de abril de 2015

Estágio 07/04/2015 por jeferson

O estagio de hoje foi muito produtivo, cheguei e fiz as aulas de alongamento, com o circulo formado.


Aproveitando o circulo viemos com a proposta de contar uma historia, porem de olhos fechados. tivemos essa experiência em sala de aula e com os olhos fechados além da pessoa estar mais concentrada, parece ser mais desafiador, pois é mais dificultoso. Mas bola pra frente e vamos para oque estamos aqui, aprender e repassar oque aprendemos.


A historia fluiu bem, mas há alguns alunos que não trabalha bem com esse imaginário, não sei se isso é falta de interesse ou timidez, não sei ao certo, mas noto um grau de dificuldade em alguns, até mesmo na leitura e na escrita.


Partindo para outro jogo, foi um que tem no fichário da viola que diz, mostrar a cena em uma loja de brinquedos e eles se passassem por bonecos dentro de uma loja, fiquei encantando ao ver eles jogando essa cena, pois parecia que eles estavam tão dedicados e fizeram algo incrível.


No final da cena um aluno que fez o papel de dono da loja passava e desligava aqueles bonecos que ficaram andando para um lado e para outro como se fossem robôs e bonecos de verdade. a cena que encantou foi ve-los todos caindo como se estivessem acabado as pilhas, desligado as baterias, foi muito bonito e evolutivo ver esse trabalho deles.


"A espontaneidade cria uma explosão que por um momento nos liberta, de quadros de referencias estáticos, da memoria sufocada por velhos fatos e informações, é um momento de liberdade quando estamos frente a frente com a realidade". SPOLIN, Viola.

Estágio 31/03/2015 por jeferson

Hoje o estagio foi diferente, como vi que na aula passada eles estavam bem agitados, eu propus passar algo que cansassem eles um pouco e passei um jogo de cenas, onde quem e oque, e uma musica com um toque apenas e sem voz, pra ir surgindo a mimica na cena.


Começamos a aula com um circulo e hoje pedi que todos deitassem no chão e fomos alongando cada parte do corpo, desde o pé até os dedos da mão, no inicio eles acharam um pouco chato falaram que já faziam isso nas aulas de educação física e tudo mais, mas eu continuei.


Nos soltamos e começamos a andar sobre o espaço, e andando sobre o espaço e ia pedindo que eles não se esbarrassem uns aos outros, e assim foi, e de repente sem saber eu falava congela, e eles se congelavam, eu percebia que alguns brincavam na hora e outros não, alguns ali fazem com gosto de aprender, outros não.


Desfiz e fizemos as cenas dividi na sala em grupo e fizemos uma cena que não usassem a voz, fosse um teatro mudo, e não funcionou muito, eles começaram a se embolar, e alguns ficavam rindo, foi dai que propus esse trabalho com a musica e cada um ia entrando sem fala e atuando na musica, foi muito divertido e todos gostaram muito, e consegui ver uma evolução neles através desse trabalho.
Viola Spolin diz que "O jogo é uma forma natural do grupo que propicia o envolvimento e a liberdade pessoal necessários para a experiência".


É oque acontece os jogos teatrais trás uma liberdade junto de si, em seu bojo que torna aquele individuo sem medo de atuar, não sei oque se passa dentro da cabeça daquelas crianças ao fazer a cena, que ganha essa liberdade, com a experiência que tenho de atuação, penso que seja como a minha, de estar no corpo de outra pessoa.


Não sei se a idade influencia nos pensamentos, mas as vezes fico instigado em saber como vem aquela criação que eles elaboram, as vezes um certo de verdade ou não, mas é muito bacana vê-los em cena.

Estágio 24/03/2015 por jeferson

Hoje no estagio foi uma aula muito tranquila e produtiva, estou fazendo as aulas no auditório, hoje começamos com um alongamento diferente, e um pouco mais intenso, pois vejo que pra uma cena completa temos que trabalhar essa questão do corpo com mais intensidade, onde se trabalha a tonicidade, a musculatura, o equilíbrio e a concentração.

Formamos um circulo e começamos a fazer nossos exercícios corporais, e vi que nessa segunda aula eles estavam mais envolvidos com as aulas.

Passei uma atividade de trabalhar os sentimentos, falei como funcionava e eles iriam trabalhando as sensações, uma das cenas que fiquei olhando e gostei muito foi a de uma aluno que disse que iria fazer a sensação de raiva, e ele sentou na cadeira se apoiando na mesa, e começou a rasgar um papel bem devagar e foi ficando claro aquela sensação que eles estava fazendo em seu rosto, mas uma coisa que mais me chamou a atenção, é que quase não parecia teatro, parecia atuação pra cinema, porque foi tão naturalismo que parecia de verdade, dava a entender que ele tinha uma fala interna e estava fazendo tudo que nos estamos aprendendo nas aulas de teledramaturgia.

 Outra cena interessante foi de uma menina que fazia a tristeza com muita clareza também e que parecia naturalismo, a expressão facial dele era perfeita, e assim foi nossa aula com varias cenas de sensações.

Percebi que eles entenderam bem essa atividade, e que dai parte a atuação, primeiramente temos que ter essas noções básicas de improvisar, trabalhar o corpo, cada detalhe, articulação, musculatura e atenção.

Alguns alunos tem algumas dificuldade, outros não, mas não vejo como um problema, alguns problemas são as desatenção de alguns onde tenho que ficar chamando muito a atenção deles.

Uma das ideias que tive foi quando eu precisar muito chamar a atenção deles, separar esse aluno e passar alguma atividade escrita para esse individuo separadamente, e até que funciona, pois eles não gostam de escrever, mas uma coisa que notei é a falta de pratica e muitos erros nas caligrafia, e alguns não sabem ler tão bem. 

Vi que não posso passar um texto para eles lerem e decorar, caso fosse uma cena, teria que ter um trabalho todo em cima dessa questão, mas as aulas estão sendo legais.
Viola Spolin diz que "A capacidade de criar uma cena imaginativamente e de fazer um papel, é uma experiência maravilhosa, é como uma espécie do cotidiano". Sim é oque estamos vivenciando a cada dia, é um parecer sair do cotidiano, sair daquilo que te prende, que te cansa, e deixamos acontecer algo que não somos, ou até mesmo que gostaríamos que fossemos. é uma experiência maravilhosa pois vivenciamos uma realidade que é fantasiosa, e que nos deixa a pensar como seria ser assim.

domingo, 19 de abril de 2015

Estágio II 17/03/2015 por jeferson

A aula de hoje começou bem legal, hoje já não estava sozinho na sala de aula, tinha uma outra monitora na sala pra dividir a turma, e aquele medo que fiquei na primeira aula já não estava mais, pois dividimos as turmas e conseguimos trabalhar bem legal com eles.

 Fui conseguindo ver o desenvolvimento deles de fazer os jogos, mas uma coisa que eles falam muito na sala, é que eles pedem pra fazer cena, e que jogos não fazia parte de teatro, mas eu explicava pra eles que esses jogos era o inicio de tudo, que pra eles fazerem cenas eles tinha que ter uma noção de improvisação.

Algumas crianças dizem que não gostam da aula, e alguns mudam de ideia, outros não, mas acho bacana e fico feliz quando eles mudam de ideia, e falam que gostam.

Hoje na aula eu passei dois jogos para eles fazerem, e alguns exercícios corporais, em circulo deixei que eles fizessem a atividade de tonicidade, de zero a cem, trabalhei os travas línguas com eles, e uma coisa que percebi e que eles tem uma memória muito boa pra gravar, apesar de demorar um pouco com o trava língua.

Passei pra eles contarem limões, acho esse exercício fantástico, pois eles se concentram pra falar. E sempre uso a estratégia de congelar ao falar, inclusive passei o jogo do congela, e vi que eles tem muita dificuldade ao criar as cenas.


E muitos criam cenas de matar, atirar, e aos poucos vou proponde eles a mudar esse onde, e oque do jogo, e esta funcionando.


"Todas as pessoas são capazes de atuar no palco. Todas as pessoas são capazes de improvisar, aprendemos através da experiência". SPOLIN, Viola.

estagio ll 10/03/2015 por jeferson

Aula do dia 10/03
Foi meu primeiro dia de estagio, achei uma sensação diferente, pois eu não tinha dado aula pra criança ainda.

Tinha mais experiência com adultos, e quando cheguei à escola, eu me assustei um pouco, por que eu era o Nico monitor daquele dia, e me deparei com 46 crianças dentro da sala de aula, no inicio quando cheguei pensei em quase desistir, pois as crianças falavam muito e me assustei um pouco, de fato nesse dia não consegui dar aula, pois eram muitas crianças e eu não iria conseguir dar aula e nem passar alguma coisa sendo meu primeiro dia, daí propus de todos nos sentar fazendo um circulo e que todos nos fossemos nos apresentando e falando um pouco sobre cada um e o que gostava de falar, é difícil controlar todas as vozes falando ao mesmo tempo, e muitos deles não respeitam.

Mas fora isso, achei que foi legal, nos apresentamos e conversamos um pouco, aproveitando a roda eu dei o jogo de contar história, vi muita dificuldade neles, e até mesmo pra falar, mas olhando, esse jogo é um pouco complicado, ainda mais quando a criança nunca teve contato com aquele jogo. 

Depois de fazer algumas tentativas a aula acabou, nos despedimos e fomos embora.

Mas depois fui analisando, apesar de ter um pouco desgaste em falar muito, é legal, pois alguns deles se sentiram envolvidos pelo que fizemos e falamos.
Viola Spolin diz que "O teatro improvisacional requer relacionamento de grupo muito intenso, pois é a partir do acordo e da atuação em grupo que emerge o material para as cenas e peças.


E realmente para uma cena ou peça, requer um relacionamento intenso por parte dos atores, alunos, diretores e professores.