sexta-feira, 9 de outubro de 2015

PRÁTICAS EM DIREÇÃO/RELATOS



MORFEU

O trabalho performativo que fizemos dentro da Universidade vila velha do dia 12/08/2015. Causou alguns impactos e estranhamentos na visão de muitas pessoas que passaram por ali naquele momento.
Foi a primeira intervenção com base em performance que fiz dentro da universidade. A ideia foi de algo que estava relacionado ao sono, cotidianidade que não se ausenta na sociedade, então foi sugestivo a fazer uma performance que trabalhou o corpo, o autoestima. Com foco em intervir os pensamentos das pessoas sobre o que elas viam, e deixando a sua imaginação associar aquilo com a verdadeira vertente da intenção, ou não.
Houve muitas provocações no que pude notar, muitas queixas e olhares agressivos. Algumas pessoas não conseguiram entender o que se tratava. A murmuração foi intensa de pessoas se perguntando o que era aquilo. Tratar um trabalho performático com base em intervir com pensamento em algo que remete uma transmissão de uma vivencia do cotidiano, muito me surpreendeu.
Surpreender na questão chegar a certo ponto de não parar pra entender, sobre algo tão claro que estava àquela patente mostrado no particípio da turma de artes cênicas da universidade de vila velha. Mas são hipóteses que ficam soltas como duvidas e certezas.
O sono, o que venha dizer essa palavra, talvez algo que remeta tranqüilidade, mas em alguns casos são angustias, pesadelos, insônias.
O trabalho foi de pessoas estarem com colchões espalhados pelo corredor da universidade mostrando a cotidianidade de grande maioria da sociedade sobre o que se passa no momento do sono, antes ou após. Foram ações de fato realistas que outras pessoas que olhavam poderiam até mesmo se identificar naquele momento.Cada pessoa interpreta a intervenção como uma problemática diferente, ai que se levanta a critica de ser uma problematizarão em que a definição do resultado é aquilo que transparece na mente de cada um.
A intervenção e a arte são associadas à psicologia, pois trabalha um entendimento. Outrora se relaciona com sociologia, a política que remete algo do cotidiano da sociedade, ou um paradigma sem sentido, que faz a sociedade refletir sobre oque pode ser aquela intervenção.
Appiah(1995) destaca que o conceito de jogo de identidade desafia-nos na medida em que nossas identidades deixam de ser unicamente entendidas através do “quem nós somos” e do “quem nós não somos”.
Esse conceito que Appiah destaca caracteriza a particularidade das circunstâncias ditas ao que se dirige a identidade do trabalho “performance” em que nele existem as perguntas de quem nós somos quando está passando por esse trabalho intensificado ao performático, se realmente somos nós, ou quem nós não somos.
A profa. Ma. Lara couto levantou em sala de aula duas questões que abordaram esse ‘quem”. Pois em alguns casos a performance sai do sentido em algo a transmitir, e algo a interpretar.
“Toda identidade humana é construída, é histórica; todos compartilharam nossa cota de pressuposições falsas, de erros e preconceitos que chamamos no dia-a-dia de “mito”, na religião de “heresia” e na ciência de “magia.” Histórias inventadas, biologias inventadas, afinidades culturais inventadas que se encontram enredadas em toda identidade. Cada uma delas é uma espécie de papel que necessita ser representado e estruturado por convenções narrativas às quais o mundo quase nunca se cansa de aderir... Nós necessitaríamos revelar que essas estórias de raça e nacionalidade são lendas; que são lendas, na melhor das hipóteses, inúteis ou – na pior – perigosas: então que um outros seis conjunto de histórias nos auxilie a construir nossas identidades, e que através dessas novas histórias nós possamos realizar relacionamentos socialmente mais produtivos.” (APPIAH, 1995, p. 174)

A performance está ligada a essa identidade de transmissão, pois identifico em alguns casos como algo que se levanta e que cria varias vertentes, com inúmeras possibilidades de se criar, fazer e imaginar.
COHEN. Renato (2002) diz que a “performance” é um conjunto de sketches improvisações que é apresentado eventualmente e em locais alternativos, ele fala que na verdade é um aumento de preparação em detrimento do improviso e da espontaneidade.
Espontaneidade que gera todo o acontecimento, o simples fato de fazer Algo que não seria uma representação com fala, que seria algo até mesmo que houvesse uma comunicação com o publico que passa e assiste. A performance é esse trabalho corporal em que você se utiliza, seu corpo sua mente pra abrir a cabeça da sociedade e deixar ela livre pra se pensar, ou aquele performático político em que tem-se uma idealização. Um exemplo que caracteriza uma performance é seria o contrario de uma fotografia, mas se fosse alguém fotografando alguma coisa, como partes do corpo, ou varias pessoas se fotografando ai já poderia caracterizar como uma performance.
COHEN. Renato(2002) diz que a arte de intervenção, modificadora, que visa causar uma transformação no receptor. A “performance” não é, na sua essência, uma arte de fruição nem arte que se propunha a ser estética, mas que tem sido cada vez mais bem elaborada para conseguir aumentar a significação da mensagem. Pra causar estranhamento, deixar com que a sociedade se propunha a pensar.
O preconceito é um sinal que sempre haverá em uma intervenção urbana, com um trabalho performático, pois por mais nítida que a mensagem esteja pra pessoa, ela vai olhar com um estranhamento, foi o que senti ao fazer a performance de “Morfeu”.
Identifique uma proposta que a visualidade estética aborda uma vivencia com o cotidiano da sociedade em que talvez não venha ser como uma aprendizagem, ou sim, mas também mostrar a realidade de vivencias possível.





SANSÃO

A ideia surgiu através de várias conversas em sala de aula com temas que nos alunos íamos debatendo sobre ideias de performance que poderíamos fazer ou não, e entrava a discussão sobre a poética que era causada dentro do estranhamento das pessoas que iriam estar presenciando aquele ato performativo.
Com base em uma performance do termo “nom sense” algo sem sentido, contrassenso, o non sense está muito ligado ao absurdo, e ao dadaísmo e o surrealismo.

(...) dadaísmo, uma nova realidade toma posse de seus direitos. A vida aparece uma simultânea confusão de barulhos, de cores, de ritmos espirituais que são imediatamente retratados na arte dadaísta pelos gritos e pelas febres sensacionais da sua audaz psique quotidiana e em toda a sua brutal realidade. Eis a encruzilhada bem definida que distingue o dadaísmo de todas as outras tendências da arte (...). (MICHELI, 1991, p. 41).

A citação acima esclarece a respeito de como surgiu o non sense, que é uma palavra em inglês, com a tradução de contrário.
Através de várias concordâncias e discordâncias, o aluno Anderson decidiu e optou pela ideia de fazer uma performance que remetia algo sobre cabelo, em cortar o cabelo.A ideia foi acolhida pela turma e combinamos em fazer na semana seguinte na praça de coqueiral de Itaparica.
A performance começou com o Anderson sentado em uma cadeira usando um pano sobre o corpo e uma faixa muito grande escrita “corte meu cabelo”. Lanço meu olhar crítico sobre a performance, não sei, talvez eu poderia estar pensando de forma diferente, e não estar coerente com a ideia da performance, mas não achei interessante ter colocado uma placa indicando aquele ato ser uma performance, por mais que muitas pessoas não sabem o que é uma performance, mas fica aquela linha de dúvidas em quem está assistindo. Se perguntando o que é? pois quando se tem algo que entrega o que é, no meu ponto de vista já perde um pouco da ideia do público investigar, não se perde cem por cento, pois ainda assim o público se pergunta o porquê daquela pessoa (performer) estar fazendo aquele ato em um ambiente público. Mas no contexto a performance fluiu bem e as pessoas se perguntavam, sobre o que era aquilo. Estava visível em suas faces de expressão.
Um fato inusitado que aconteceu lá que fiquei rindo depois, foi a forma de como a performance passa de mensagem para as pessoas que estão assistindo, é algo de se interpretar mesmo. Uma senhora achou que era um protesto contra a igreja, algo que remetia sobre evangélicos, e outras que fosse um gay, pelo fato de Anderson estar portando uma calça saruel, parecida com uma saia.
Por esse ponto podemos perceber que a performance tem várias linguagens, e que um objeto, por mais pequeno que seja, ele consegue mudar o sentido da performance, ocasionando outra linguagem para a performance ou não colocado como “hipótese”.

“[...] no futuro, a materialização concreta dos valores pictóricos suplantará a arte. Então, já não precisaremos de quadros, pois viveremos no meio da arte realizada”. [...] (MONDRIAN apud CHIPP, p. 318).

Nesta citação o autor fala sobre o artista como obra de arte, pois a modernidade vem com modificações, e em uma dessas entranhas a performance veio surgindo como um novo conceito de arte. Podemos dizer que a performance é uma “arte nova”, porque o seu reconhecimento como linguagem artística é bastante recente, já que os primeiros trabalhos reconhecidos, no cenário mundial, como performance arte, surgiram em meados dos anos de 1960.







MEDUSA

A performance de medusa foi criada dentro da sala de aula, em um de nossos debates na sala. Que por ideia de um de nossos colegas de fazer uma performance em que todos nos iríamos para um sinal de transito e no momento em que o sinal fechava, teríamos que pular sobre a faixa atravessando de uma lado para outro dentro de um saco. Foi engraçado que nesses momentos, passa uma vaga lembrança de quando nos éramos crianças, pelo menos comigo, lembrar de quando brincávamos com brincadeiras que não esta baseada nas infâncias de hoje. Outra coisa que pontuo é o fato de ser algo que gera diversos tipos de poética, e uma delas é a de causar um estranhamento e ao mesmo tempo uma lembrança pras pessoas que assistem. Olhando com outros olhos, olho de quem assiste, na hora até achamos que é palhaçada, brincadeira, mas que no fundo desse momento bate uma lembrança boa de quando éramos crianças e brincávamos como eles (nós) que estávamos ali jogando de corrida do saco.
Gera um desdobramento, uma poética grandiosa, pois o que mais conta na performance é  a opinião do publico, do estranhamento, o que as pessoas vão pensar ou o que passa na cabeça das pessoas.

[...] o que deve ser resgatado quando se pensa em teatro é o ato performático, ou seja, o exercício de viver o corpo numa situação de liberdade para a criação. Nos jogos dramáticos infantis, por exemplo, a criança brinca, joga com o corpo, age por motivação intrínseca. A matéria do teatro é a imagem, a voz, o corpo, o espaço e o tempo. A criança precisa ter contato com tudo isso. [...] O teatro é uma dramaturgia de sons e imagens, de tempo e espaço, de ações poéticas enfim (Garrocho, 2008, p.2).

Com dialogo com a citação prescrita acima, identifiquei a performance de medusa como um ato de liberdade, poder se libertar com algo que te trás uma lembrança da infância, com certeza é algo fantástico que carregamos como uma herança vivida. E o que o autor cita é que a criança (infância) é movida por algo “intrínseco”.
Em alguns momentos que estávamos performando, muitas pessoas que paravam os carros no sinal, ficavam olhando, e outras não paravam de olhar dentro dos ônibus, não sei, mas creio que veio memórias na mente dessas pessoas, com lembranças da infância. Havia outras pessoas que criticavam e diziam: “que bando de marmanjo, vai arrumar uma enxada”. Mas pra muitos não foi essa a mensagem que foi passada. A performance tem varias interpretações na cabeça das pessoas que assistem aquele ato, poderia se dizer que é um ato de protesto, protestando as crianças que são escravizadas, ou poderia ser de crianças que sofrem abusos, não sei ao certo, pois são hipóteses de vertentes que tendem a ser formada através de vários pensamentos quando se juntam para olhar e ficar se perguntando.
performance foi tomando outras proporções, quando não só ficávamos pulando saco, e sim fazendo outras brincadeiras de criança, como brincar de estatua, e a de morto vivo. Gerou uma poética bonita e ao mesmo tempo hipóteses do que poderia ser aquela performance, se algo non sense, ou política. Na minha visão crítica, entenderia como um protesto de enfatizar a infância como ponto positivo na partida da performance e que se desdobra a partir dos atos em que são gerados pela espontaneidade.

A espontaneidade não é um estado permanente, é um estado fluente, com altos e baixos, por isso mesmo é um estado. A espontaneidade é indispensável ao ato criador e não surge automaticamente, ela não é regida pela vontade consciente e não se motiva apenas por intenções internas, é dependente de uma correlação com outro ser criador (MORENO, 1975).

O autor cita o fato da espontaneidade acima, e basicamente o que foi usada na performance foi a ideia de criar, pois a performance foi fluindo de forma em que não ficou apenas com a de “corrida de saco” no sinal. Pois teve vontade de todos de fluir.





TIRÉSIAS

A performance Tirésias aconteceu junto com a turma de fotografia no estúdio de TV. Não sei bem ao certo como surgiu a ideia da performance e como foi o debate sobre a performance. Pois faltei na aula anterior em que estavam decidindo sobre o que fazer.
A performance aconteceu no estúdio de TV da universidade, e o tema foi a abordagem de algo que remeteria ao escuro, cegueira, e não poder enxergar. Causou uma poética linda esse tema, e politicamente falando, causou impressões pras pessoas que ali estavam fazendo.
Foi dita mente um happening, que é quando não existe publico, e todos têm a mesma interação, e o happening é mais cauteloso no sentido de se fazer, pois tem que ser pensado de forma coletiva.
A idéia de apagar as luzes e ficar tudo escuro. Foi muito legal e de uma criatividade bem interessante. Politicamente se tratando de uma com o tema que tem uma idéia de cegueira, comecei achando que seria algo bem politicamente pensado, e de forma de um tipo de protesto, em que a cegueira seria a forma que as pessoas estão se comportando, nas atualidades, em que não enxergam o que vem acontecendo, e por outro lado tem a questão do sensorial, que é algo que nos faz ter uma sensibilidade de sentir as coisas, e os momentos.
Uma das coisas que não ajudou muito foi o fato da sala ter alguns focos de luz sobre a porta e janelas, que clareava um pouco. Talvez pudesse ser um pouco mais planejado, e que todos deveriam levar algum tecido que vendassem os olhos para que assim não pudessem enxergar mais as coisas que tinham ali dentro. Outra coisa que pontuo é o fato de ser tão engraçado e ao mesmo tempo nos deixa a pensar sobre como é o nosso corpo e o nosso organismo. Dentro da sala escura, no momento em que entramos com tudo escuro, nossa visão é fechada, é tudo muito escuro, bate uma sensação de medo, medo de esbarrar em alguma coisa e se machucar, pânico de algo que parece te sufocar, mas com o passar dos minutos, a nossa vista vai se acostumando com o ambiente e começamos a enxergar, não da mesma forma que enxergamos com tudo claro, mas começamos a ter a percepção de olhar e ver o volume de um objeto e quando se passa mais tempo, é quase visível conseguir enxergar o outro. É um lance de se acostumar.

[...] cada performance é diferente de qualquer outra. Primeiras determinadas porções do comportamento podem ser recombinadas em um número sem fim de variações. Segundo, nenhum evento consegue copiar exatamente outro evento. Não apenas o próprio comportamento – nuances do humor, tom de voz, linguagem corporal, e daí por diante, mas também a ocasião específica e o contexto fazem com que cada caso seja único. E quanto às cópias ou clones reproduzidas de maneira mecânica, digital ou biológica? Pode ser que um filme ou uma peça de arte performática digitalizada sejam as mesmas em cada exibição. Porém, o contexto de cada recepção faz com que cada ocasião seja diferente. Mesmo que cada “coisa” seja exatamente a mesma, cada evento em que a “coisa” participa é diferente. A raridade de um evento não depende apenas de sua materialidade, mas também de sua interatividade – e a interatividade está sempre em fluxo. Se isso é verdade com relação ao cinema e às mídias digitais, deve ser ainda muito mais para performances ao vivo, onde tanto a produção quanto a recepção variam de caso para caso. [...] (SCHECHNER, Richard. 2006. “O que é performance?”)

De acordo com o autor em que cito, a performance ou happening cada uma vai ser diferente de outra, entendo que poderia até mesmo ser a mesma performance, ou happening, mas dependendo do publico irá causar uma poética diferente, criando vertentes diferentes. A não ser aquela performance em forma de política e protesto que tem a mesma ideia sempre. Um exemplo que cito é a performance que fizemos de “cegos’ pelo SESC glória, em que o tema era politicamente forte. E a relação do texto com o happening que fizemos na universidade com nome de Tirésias aborda o tema de “Interatividade” em estar sempre em fluxo, pois tem uma miscigenação de idéias e formas de pensar, e da percepção de pessoas para pessoas.
Um ponto interessante que achei na atividade foi o fato de estarmos presos na sala escura, e com vários objetos espalhados pelo espaço, pelo chão, como se fossem obstáculos, tinha sofá, cadeiras, panos espalhados pelo chão, barbante molhado bolinhas de papel espalhados pelo chão e o que mais me deixou com agonia, foi em ter pisado em pipocas, no momento em que a gente pisa em algo que não sabemos o que é e com a luz apagada não podendo enxergar, nos caus mais apreensão. Daí trabalha a questão do sensorial. 

domingo, 21 de junho de 2015

Estagio II 16/06/2015 por jeferson

Hoje retomando ao estagio fique pensando na proposta de trabalhar a ideia de teatro do absurdo, pois desde uma apresentação que assisti do sexto período achei incrível, a ideia de ser um absurdo as falas e comecei a pesquisar um pouco sobre o absurdo e com algumas conversas e consultando teóricos Artuard onde falava um pouco sobre teatro do absurdo.

Essa critica de um absurdo, que ao mesmo tempo parte de uma realidade, vi uma vertente através da cena que uma aluna fez, que foi a do cego, ela fazia algo que era um cotidiano mas a fala dela era uma coisa absurda, foi muito engraçado, acho que partiu dai também a busca pelo teatro do absurdo.
Essa incoerência  de um personagem, dai veio a ideia de como seria as vertentes de pensamentos dela, a partir do absurdo, como flui na mente deles adolescentes, se geraria uma poética.

definir isso é algo um pouco perplexo, mas pude ter uma percepção leve de que o criar deles é bem diferente do fazer, não sei se seria a falta de pratica, mas a criação é bem mais fantasiosa, que até mesmo identifiquei com o dadaísmo, li um pouco sobre o dadaísmo que parte de algo bem irreal mesmo que não vem de uma realidade do cotidiano, é algo que não tem muito sentindo mesmo na parte que se inicia.
Estamos trabalhando essas possibilidades de trabalhar com essas ideias.

ESSLIN, Martin diz que o teatro “puro” é composto de “efeitos cênicos abstratos, tais como os que nos são familiares no circo ou na revista, no trabalho dos malabaristas, acrobatas, toureiros e funâmbulos [equilibristas]”. No Teatro do Absurdo, o elemento de teatro “puro” que predomina “é um aspecto de sua atitude antiliterária, de seu repúdio da linguagem como instrumento de expressão das mais profundas camadas de significação”.

Absurdo é “o que é sentido como despropositado",que suas ações se tornam algo como totalmente sem sentido ou sem ligação com o resto do texto ou da cena, algo inútil.
Mas com aquela ligação do surgimento de uma realidade para não se perder a origem.

Estagio 05/05/2015 por jeferson

Hoje no estagio como sempre começamos com um circulo e vamos fazendo alongamentos corporais, nada melhor para relaxar, eles reclama um pouco, pois falam que é sempre o mesmo exercício, mas digo a eles que esse sempre, nem sempre faz o mesmo efeito, pois um dia sempre estamos com uma parte do corpo mais densa, e precisa de algo que amacie aquela região.


fizemos o jogo do congela, achei ótimo teve uma aluna que me surpreendeu, ela mudava tanto a historia, foi como se estivesse em paris e depois na china, com essa forma de pensar, uma hora ela fazia-se cega, outrora muda. 
Minha percepção foi de vários jogos em um só.
Ela nunca tinha jogado antes, foi incrível ver ela jogando, apenas segui a regra e parece ter colocado mais jogos em um.
Esse jogo do congela vejo ele como um jogo de criar varias cenas em poucos minutos.

Viola Spolin diz que "A intuição é sempre tida como sendo uma dotação ou uma força mística possuída pelos privilegiados somente. No entanto, todos nós tivemos momentos em que a resposta certa “simplesmente surgiu do nada” ou “fizemos a coisa certa sem pensar”. Às vezes em momentos como este, precipitados por uma crise, perigo ou choque, a pessoa “normal” transcende os limites daquilo que é familiar, corajosamente entra na área do desconhecido e libera por alguns minutos o gênio que tem dentro de si. Quando a resposta a uma experiência se realiza no nível do intuitivo, quando a pessoa trabalha além de um plano intelectual constrito, ela está realmente aberta para aprender".

Vejo no jogo do congela essa hipótese de transcender um limite de corajosamente entrar na área do desconhecido, a cena dessa aluna fazer o papel de cega mesmo visualizei claramente esse entrar numa área desconhecida e ao mesmo tempo algo que ela pode ter percepção de um cotidiano através de alguém que ela convive, conhece ou apenas já viu, e vem essa ideia na mente dela e ia fluindo.

Estagio II 28/05/2015 por jeferson

A aula de hoje foi bem interessante, pois fizemos uma dinâmica diversificada pra trabalhar a ideia dos alunos trabalharem e desenvolver o falar em publico, a primeira ideia de jogo foi a de fazer um circulo.
peguei um barbante e fomo fazendo uma teia de aranha com o barbante, um jogando para o outro. 

Eles iam falando sobre a vida deles e pra que estavam na escola, achei bem dinâmico, e até mesmo a forma deles se interagirem de uma forma diferente uns com outro.
Percebi que alguns tem muita dificuldade em falar em publico, alguns falam muito baixo ou não falam. Mas entendo como é isso, pois já fui assim, e não é fácil.
Mas percebi que com o passar do tempo jogando eles foram se soltando bastante, até o ponto de falar algumas intimidades, e um ficar brincando com o outro, em alguns momentos não ligava de um ficar zoando o outro, mas alguns pontos não podem, ai eu reprimo eles um pouco.

Outra atividade que eles fizeram que achei muito interessante com vários pontos a serem analisados pela forma de pensar deles, foi o jogo do abecedário, eles tem uma ideia de criação fantástica, um absurdo incomum, alguns demoram um pouco a pensar , mas a maioria são rápidos, tem ideias agressivas na forma de ser um absurdo.
Fico imaginando oque é esse clique que os deixa de tímidos a abertos a fazer e arrasar, pois eles em cena arrasaram.

O jogo do troca foi demais, assisti-los vendo fazendo cenas trocadas e era de uma forma bem lúdica, na minha concepção é um dos jogos mais divertidos de se fazer e assistir, pois dá vários sentidos a historia, gosto muito de trabalhar a ideia da historia ir pra outra dimensão bem contraria do que é a realidade. 

Viola spolin diz que "Experienciar é penetrar no ambiente, é envolver-se total e organicamente com ele. Isto significa envolvimento em todos os níveis: intelectual, físico e intuitivo. Dos três, o intuitivo, que é o mais vital para a situação de aprendizagem, é negligenciado". 

 Vejo muito esse penetrar no ambiente, quando os alunos ficam atentos as regras dada a eles, e ver que eles seguem de uma forma que te impressiona. O envolvimento que eles vao tendo a cada jogada com situaçoes que até nos vamos aprendendo. Pois são ideias que diferenciam muito, até mesmo aquelas que partem de uma ideia, que vai virando vertentes e vertentes diferente.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Estágio 07/04/2015 por jeferson

O estagio de hoje foi muito produtivo, cheguei e fiz as aulas de alongamento, com o circulo formado.


Aproveitando o circulo viemos com a proposta de contar uma historia, porem de olhos fechados. tivemos essa experiência em sala de aula e com os olhos fechados além da pessoa estar mais concentrada, parece ser mais desafiador, pois é mais dificultoso. Mas bola pra frente e vamos para oque estamos aqui, aprender e repassar oque aprendemos.


A historia fluiu bem, mas há alguns alunos que não trabalha bem com esse imaginário, não sei se isso é falta de interesse ou timidez, não sei ao certo, mas noto um grau de dificuldade em alguns, até mesmo na leitura e na escrita.


Partindo para outro jogo, foi um que tem no fichário da viola que diz, mostrar a cena em uma loja de brinquedos e eles se passassem por bonecos dentro de uma loja, fiquei encantando ao ver eles jogando essa cena, pois parecia que eles estavam tão dedicados e fizeram algo incrível.


No final da cena um aluno que fez o papel de dono da loja passava e desligava aqueles bonecos que ficaram andando para um lado e para outro como se fossem robôs e bonecos de verdade. a cena que encantou foi ve-los todos caindo como se estivessem acabado as pilhas, desligado as baterias, foi muito bonito e evolutivo ver esse trabalho deles.


"A espontaneidade cria uma explosão que por um momento nos liberta, de quadros de referencias estáticos, da memoria sufocada por velhos fatos e informações, é um momento de liberdade quando estamos frente a frente com a realidade". SPOLIN, Viola.

Estágio 31/03/2015 por jeferson

Hoje o estagio foi diferente, como vi que na aula passada eles estavam bem agitados, eu propus passar algo que cansassem eles um pouco e passei um jogo de cenas, onde quem e oque, e uma musica com um toque apenas e sem voz, pra ir surgindo a mimica na cena.


Começamos a aula com um circulo e hoje pedi que todos deitassem no chão e fomos alongando cada parte do corpo, desde o pé até os dedos da mão, no inicio eles acharam um pouco chato falaram que já faziam isso nas aulas de educação física e tudo mais, mas eu continuei.


Nos soltamos e começamos a andar sobre o espaço, e andando sobre o espaço e ia pedindo que eles não se esbarrassem uns aos outros, e assim foi, e de repente sem saber eu falava congela, e eles se congelavam, eu percebia que alguns brincavam na hora e outros não, alguns ali fazem com gosto de aprender, outros não.


Desfiz e fizemos as cenas dividi na sala em grupo e fizemos uma cena que não usassem a voz, fosse um teatro mudo, e não funcionou muito, eles começaram a se embolar, e alguns ficavam rindo, foi dai que propus esse trabalho com a musica e cada um ia entrando sem fala e atuando na musica, foi muito divertido e todos gostaram muito, e consegui ver uma evolução neles através desse trabalho.
Viola Spolin diz que "O jogo é uma forma natural do grupo que propicia o envolvimento e a liberdade pessoal necessários para a experiência".


É oque acontece os jogos teatrais trás uma liberdade junto de si, em seu bojo que torna aquele individuo sem medo de atuar, não sei oque se passa dentro da cabeça daquelas crianças ao fazer a cena, que ganha essa liberdade, com a experiência que tenho de atuação, penso que seja como a minha, de estar no corpo de outra pessoa.


Não sei se a idade influencia nos pensamentos, mas as vezes fico instigado em saber como vem aquela criação que eles elaboram, as vezes um certo de verdade ou não, mas é muito bacana vê-los em cena.

Estágio 24/03/2015 por jeferson

Hoje no estagio foi uma aula muito tranquila e produtiva, estou fazendo as aulas no auditório, hoje começamos com um alongamento diferente, e um pouco mais intenso, pois vejo que pra uma cena completa temos que trabalhar essa questão do corpo com mais intensidade, onde se trabalha a tonicidade, a musculatura, o equilíbrio e a concentração.

Formamos um circulo e começamos a fazer nossos exercícios corporais, e vi que nessa segunda aula eles estavam mais envolvidos com as aulas.

Passei uma atividade de trabalhar os sentimentos, falei como funcionava e eles iriam trabalhando as sensações, uma das cenas que fiquei olhando e gostei muito foi a de uma aluno que disse que iria fazer a sensação de raiva, e ele sentou na cadeira se apoiando na mesa, e começou a rasgar um papel bem devagar e foi ficando claro aquela sensação que eles estava fazendo em seu rosto, mas uma coisa que mais me chamou a atenção, é que quase não parecia teatro, parecia atuação pra cinema, porque foi tão naturalismo que parecia de verdade, dava a entender que ele tinha uma fala interna e estava fazendo tudo que nos estamos aprendendo nas aulas de teledramaturgia.

 Outra cena interessante foi de uma menina que fazia a tristeza com muita clareza também e que parecia naturalismo, a expressão facial dele era perfeita, e assim foi nossa aula com varias cenas de sensações.

Percebi que eles entenderam bem essa atividade, e que dai parte a atuação, primeiramente temos que ter essas noções básicas de improvisar, trabalhar o corpo, cada detalhe, articulação, musculatura e atenção.

Alguns alunos tem algumas dificuldade, outros não, mas não vejo como um problema, alguns problemas são as desatenção de alguns onde tenho que ficar chamando muito a atenção deles.

Uma das ideias que tive foi quando eu precisar muito chamar a atenção deles, separar esse aluno e passar alguma atividade escrita para esse individuo separadamente, e até que funciona, pois eles não gostam de escrever, mas uma coisa que notei é a falta de pratica e muitos erros nas caligrafia, e alguns não sabem ler tão bem. 

Vi que não posso passar um texto para eles lerem e decorar, caso fosse uma cena, teria que ter um trabalho todo em cima dessa questão, mas as aulas estão sendo legais.
Viola Spolin diz que "A capacidade de criar uma cena imaginativamente e de fazer um papel, é uma experiência maravilhosa, é como uma espécie do cotidiano". Sim é oque estamos vivenciando a cada dia, é um parecer sair do cotidiano, sair daquilo que te prende, que te cansa, e deixamos acontecer algo que não somos, ou até mesmo que gostaríamos que fossemos. é uma experiência maravilhosa pois vivenciamos uma realidade que é fantasiosa, e que nos deixa a pensar como seria ser assim.

domingo, 19 de abril de 2015

Estágio II 17/03/2015 por jeferson

A aula de hoje começou bem legal, hoje já não estava sozinho na sala de aula, tinha uma outra monitora na sala pra dividir a turma, e aquele medo que fiquei na primeira aula já não estava mais, pois dividimos as turmas e conseguimos trabalhar bem legal com eles.

 Fui conseguindo ver o desenvolvimento deles de fazer os jogos, mas uma coisa que eles falam muito na sala, é que eles pedem pra fazer cena, e que jogos não fazia parte de teatro, mas eu explicava pra eles que esses jogos era o inicio de tudo, que pra eles fazerem cenas eles tinha que ter uma noção de improvisação.

Algumas crianças dizem que não gostam da aula, e alguns mudam de ideia, outros não, mas acho bacana e fico feliz quando eles mudam de ideia, e falam que gostam.

Hoje na aula eu passei dois jogos para eles fazerem, e alguns exercícios corporais, em circulo deixei que eles fizessem a atividade de tonicidade, de zero a cem, trabalhei os travas línguas com eles, e uma coisa que percebi e que eles tem uma memória muito boa pra gravar, apesar de demorar um pouco com o trava língua.

Passei pra eles contarem limões, acho esse exercício fantástico, pois eles se concentram pra falar. E sempre uso a estratégia de congelar ao falar, inclusive passei o jogo do congela, e vi que eles tem muita dificuldade ao criar as cenas.


E muitos criam cenas de matar, atirar, e aos poucos vou proponde eles a mudar esse onde, e oque do jogo, e esta funcionando.


"Todas as pessoas são capazes de atuar no palco. Todas as pessoas são capazes de improvisar, aprendemos através da experiência". SPOLIN, Viola.

estagio ll 10/03/2015 por jeferson

Aula do dia 10/03
Foi meu primeiro dia de estagio, achei uma sensação diferente, pois eu não tinha dado aula pra criança ainda.

Tinha mais experiência com adultos, e quando cheguei à escola, eu me assustei um pouco, por que eu era o Nico monitor daquele dia, e me deparei com 46 crianças dentro da sala de aula, no inicio quando cheguei pensei em quase desistir, pois as crianças falavam muito e me assustei um pouco, de fato nesse dia não consegui dar aula, pois eram muitas crianças e eu não iria conseguir dar aula e nem passar alguma coisa sendo meu primeiro dia, daí propus de todos nos sentar fazendo um circulo e que todos nos fossemos nos apresentando e falando um pouco sobre cada um e o que gostava de falar, é difícil controlar todas as vozes falando ao mesmo tempo, e muitos deles não respeitam.

Mas fora isso, achei que foi legal, nos apresentamos e conversamos um pouco, aproveitando a roda eu dei o jogo de contar história, vi muita dificuldade neles, e até mesmo pra falar, mas olhando, esse jogo é um pouco complicado, ainda mais quando a criança nunca teve contato com aquele jogo. 

Depois de fazer algumas tentativas a aula acabou, nos despedimos e fomos embora.

Mas depois fui analisando, apesar de ter um pouco desgaste em falar muito, é legal, pois alguns deles se sentiram envolvidos pelo que fizemos e falamos.
Viola Spolin diz que "O teatro improvisacional requer relacionamento de grupo muito intenso, pois é a partir do acordo e da atuação em grupo que emerge o material para as cenas e peças.


E realmente para uma cena ou peça, requer um relacionamento intenso por parte dos atores, alunos, diretores e professores.